domingo, 25 de abril de 2010

Serra da Estrela



Serra da Estrela é o nome dado à cadeia montanhosa e à Serra onde se encontra a maior elevação de Portugal Continental, e a segunda maior em território português (apenas o Pico, nos Açores, a supera), Está situada no centro do Parque Natural da Serra da Estrela. As paisagens extraordinárias deste conjunto montanhoso levaram a que boa parte da serra e da sua envolvente fosse classificada como Parque Natural. Com 101 mil hectares, este parque é a maior área protegida portuguesa.

Partilhada pelos distritos da Guarda e de Castelo Branco, através dos municipios de Seia, Manteigas, Guarda, Gouveia, Celorico da Beira e Covilhã, atinge o ponto máximo de elevação nos 1993m de altitude. Para completar os 2000 m foi construída uma torre de 7 m.
Julga-se que corresponda à elevação a que os tratadistas romanos da Antiguidade chamavam de Montes Hermínios (Herminius Mons) ou "Montes de Hermes" (deus greco-latino dos pastores, também conhecido por Mercúrio). Esta região terá sido o berço do guerreiro lusitano Viriato.





O ponto mais alto, a Torre, situa-se no concelho de Seia, distrito da Guarda. Também no concelho de Seia se situa a Estância de Esqui Vodafone, a única estância de esqui de Portugal, desenvolvendo-se a mesma nas encostas da serra que pertencem à freguesia de Loriga. As temperaturas mais baixas de Portugal são registadas no cume da Serra, com mínimas que atingem a marca de -20°C no Inverno.
Em relação ao turismo, a atracção principal desta serra é a ocorrência de neve durante o inverno.




Natureza

O parque desenvolve-se a altitudes elevadas, variando dos 300 aos 1993 metros (na Torre), cujo coração corresponde ao maciço central da serra. Aí se situam a Torre, os Cântaros (enormes penedos situados imediatamente a norte) e as Penhas da Saúde.O vale glaciar do Zêzere, com o seu característico recorte em «U» une as Penhas da Saúde e Manteigas. No topo norte da serra estende-se o planalto de Videmonte, cavado pelo leito do Alto Mondego. Nos vales a sudoeste situam-se aldeias serranas como Loriga e Alvoco da Serra. A encosta noroeste estende-se de Seia à aldeia histórica de Linhares, com o seu castelo medieval. A meio caminho entre Seia e a Torre fica o Sabugueiro, a mais alta aldeia habitada de Portugal.No que diz respeito à flora, podemos destacar a giesta, a urze, o carvalho negro e o zimbro. A serra serve de refúgio às mais variadas espécies, da águia-de-asa-redonda à raposa, da codorniz à lebre e ao coelho e da toupeira-da-água à lontra. Os lobos parecem ter desaparecido mas não os famosos cães da serra da Estrela que protegiam os rebanhos de ovinos e caprinos.



Castelos

Visitar a Serra da Estrela e a região envolvente é tomar um banho de História e de Natureza, de tal forma este território é acolhedor e rico no que respeita a tradições e património. O facto de aqui haver uma longa linha de fronteira e de as relações com os reinos de Castela e Leão terem sido, historicamente falando, tão turbulentas como com os reinos mouros, fez com que a raia se cobrisse de castelos medievais para defender, seja a região fronteiriça, seja as possíveis rotas de invasão: Castelo Rodrigo, Castelo Mendo, Sabugal, Sortelha, Trancoso, Linhares ou Celorico são alguns exemplos. Mais tarde, com as Guerras da Restauração, houve a necessidade de enfrentar a ameaça da artilharia de cerco e surgiram praças-fortes abaluartadas, cujo exemplo maior é Almeida.



Caracteristicas da serra

O artesanato, onde a lã desempenha um papel central, é rico, tal como a gastronomia serrana é atraente, com as suas carnes, enchidos, sopas, frutas e as doçarias de referência: tigelada, papas de carolo, requeijão com doce de abóbora, bolo de azeite, biscoitos esquecidos... Alguns produtos tornaram-se marcas distintivas a conhecer e, sobretudo, a provar: o Queijo da Serra DOP (Denominação de Origem Controlada), as trutas do Sabugal, o pão do Museu de Seia (de visita obrigatória) e as cerejas do Fundão, cujas árvores anunciam a chegada da Primavera com a sua floração alva e delicada.
Esta região também possui uma raça de cães-pastor, o cão da Serra da Estrela.

domingo, 18 de abril de 2010

Centro - Coimbra



Coimbra é cidade principal da região Centro de Portugal, situada na subregião do Baixo Mondego, com cerca de 101 069 habitantes.
Cidade historicamente de estudantes, conta actualmente com perto de 30 mil estudantes, grande parte dos mesmos de fora, somando-se ainda cerca de 40 a 45 mil entradas de população que reside em concelhos periféricos, resulta uma população flutuante de aproximadamente 220.000 pessoas.

O município é limitado a norte pelo município de Mealhada, a leste por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul por Condeixa-a-Nova, a oeste por Montemor-o-Velho e a noroeste por Cantanhede.
É considerada uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas que detém e que servem toda a população, que a sua importância histórica e privilegiada posição geográfica na região centro, lhe possibilitou centralizar, tendo como exemplo a Universidade de Coimbra.

Foi Capital Nacional da Cultura em 2003 e é uma das cidades mais antigas de Portugal, tendo sido capital do Reino, e apresenta como principal ex-libris a sua Universidade, a mais antiga de Portugal e dos países de língua portuguesa, e uma das mais antigas da Europa.

Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal, da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa.
Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o Rio Mondego, Aeminium. Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser sede de Diocese, substituindo a cidade romana de Conímbriga, donde derivou o seu novo nome. Em 711 os mouros chegaram à Península Ibérica e a cidade passa a chamar-se Kulūmriyya, tornando-se num importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe. Em 871 torna-se Condado de Coimbra mas apenas em 1064 a cidade é definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão.
Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela a sua residência, e viria a ser na segurança das suas muralhas que iria nascer o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que faz dela a capital do condado, substituindo Guimarães até 1255, quando a capital passa a ser Lisboa.
Desde meados do séc. XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade de Coimbra, sendo apenas já no séc. XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com a reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal.
Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quer cultural, quer social. Muitos desses movimentos e entidades não resistiram ao passar dos anos, mas outros ainda hoje resistem com vigor ao passar dos anos.


Outro local muito conhecido em coimbra é Portugal dos Pequenitos, um parque temático sito no Largo do Rossio de Santa Clara, especificamente concebido e construído como um espaço lúdico-pedagógico para mostrar às crianças aspectos da arquitectura e da história doImpério Português. Iniciado nos finais de 1930 e princípios de 1940, a concepção e arquitectura do parque estão fortemente imbuídas do espírito nacionalista do tempo. O parque foi inaugurado a 8 de Junho de 1940.

O Portugal dos Pequenitos permanece um dos parques temáticos dedicados à criança mais visitados de Portugal, apresentando construções em escala reduzida representando monumentos e outros elementos sobre a arquitectura e a História de Portugal.
O Portugal dos Pequenitos organiza-se em três zonas complementares:
A primeira parte da construção, efectuada entre 1938 e 1940, é constituída pelo conjunto de casas regionais portuguesas: solares de Trás-os-Montes e Minh , casas típicas de cada região com pomares, hortas e jardins, capelas, azenhas e pelourinhos. A este núcleo, pertence também o conjunto de Coimbra, espaço onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade.
A segunda fase integra a “área monumental”, espaço ilustrativo dos monumentos portugueses de norte a sul do país, de realçar a cópia da janela do Convento de Cristo (Tomar).
A terceira fase, terminada em finais de 1950, a engloba a representação etnográfica e monumental das então provincias ultramarinas africanas, do Brasil, de Macau, do Estado Português da Índia e de Timor Português, rodeados por vegetação própria destas regiões. Esta fase integra também monumentos dos arquipélagos portugueses - Açores e Madeira.


O grande espaço museológico de Coimbra por excelência é oMuseu Nacional de Machado de Castro junto à Sé Nova, instalado no antigo Paço Episcopal da cidade. Considerado um dos mais importantes museus do país, possui colecções importantes de pintura, escultura, ourivesaria, cerâmica e têxteis.
A universidade possui também colecções museológicas de raro valor, destacando-se as colecções de instrumentos científicos dos séculos XVIII e XIX do Museu de Física, e as colecções de Antropologia, Zoologia, Botânica e Mineralogia do Museu de História Natural. Recentemente, estas colecções foram agrupadas no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, que é assim um dos núcleos museológicos de ciência mais importantes a nível europeu.

Enquanto uma das primeiras capitais de Portugal e sede da mais antiga universidadePortuguesa, Coimbra tem sido ao longo dos séculos um importante centro musical. Historicamente, a Sé Nova, o Mosteiro de Santa Cruz (fundado por D. Afonso Henriques) e a Universidade (com aula de música desde 1323) constituíram os principais centros de produção e prática musical. D. Pedro de Cristo e Carlos Seixas são referências cimeiras na música portuguesa, a que se juntam os nomes de D. Pedro da Esperança, D. Francisco de Santa Maria, D. Heliodoro de Paiva, Fernão Gomes Correia, Vasco Pires, Mateus de Aranda, Pedro Thalésio ou José Maurício.
O fado de Coimbra está intimamente ligado às tradições académicas e caracteriza-se por uma guitarra com uma estrutura, configuração e afinação própria. Nomes como Adriano Correia de Oliveira e Zeca Afonso, cantores e poetas revolucionaram a música tradicional portuguesa.

Coimbra é ainda considerada uma "cidade de coros", devido ao elevado número deste tipo de formação na cidade. Destacam-se, entre os coros académicos, o Orfeon Académico de Coimbra, o Coro Misto da Universidade de Coimbra e o Coro da Capela da Universidade de Coimbra. Outros agrupamentos activos são o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, o Coro D. Pedro de Cristo, o Choral Poliphonico de Coimbra e o Coro Aeminium.
A nível do reportório e/ou da formação, há ainda grupos mais especializados como a Capela Gregoriana Psalterium, o Coro Vox Etherea, o Grupo Vocal Ad Libitum ou o Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra.


O Aqueduto de São Sebastião (ou Arcos do Jardim), situado em frente aoJardim Botânico da Universidade de Coimbra, foi outrora um aqueduto romano, que servia para abastecer a alta de Coimbra.
Construído pelo engenheiro italiano Filipe Terzio no reinado de D. Sebastião, sobre ruinas de um aqueduto da época romana, ligava os morros onde se situavam o mosteiro de Santana e o Castelo, vencendo uma depressão em vinte e um arcos.
Por sobre o Arco de Honra existe um conjunto de duas esculturas representando, do lado Norte São Roque, do lado Sul São Sebastião.


O Convento de Santa Clara-a-Nova foi construído no século XVII em substituição ao antigo mosteiro medieval de Santa Clara-a-Velha.
O mosteiro é um importante repositório de arte portuguesa dos séculos XIV a XVIII e alberga os restos da Rainha Santa Isabel, fundadora do mosteiro original.
O mosteiro de Santa Clara de Coimbra foi originalmente fundado nos inícios do século XIV, perto das margens do rio Mondego. Isabel de Aragão, rainha de Portugal e esposa de D. Dinis, foi a principal benfeitora do mosteiro nos seus inícios, tendo-o escolhido como lugar de seu sepultamento.
As constantes inundações de que era vítima o velho mosteiro levaram à decisão de construir outro edifício para a comunidade de clarissas. Assim, as obras do actual mosteiro começaram em 1649, estando já a igreja e vários edifícios conventuais terminados em 1696, quando se mudaram as últimas monjas. O arquitecto responsável pelo projecto foi João Turriano, frade beneditino, engenheiro-mor do reino e professor de matemática da Universidade de Coimbra.



O Jardim da Manga ou Claustro da Manga é um logradouro público português, localizado perto da igreja de Santa Cruz, na baixa da cidade de Coimbra. Há relatos de que o seu nome provém do facto de D. João III ter feito o seu traçado na manga do gibão que vestia. De suas origens, ainda restam as construções que preenchiam o centro do jardim e podem ver-se, dentro dos cubelos, quatro pequenos retábulos muito mutilados, atribuídos a João de Ruão. O jardim também tem como atrações lagos que, segundo seus admiradores, lhe dão frescura e beleza.
O claustro foi classificado como Monumento Nacional em 1934.


Restaurantes:

- Restaurante Dom Duarte Dois
- Churrasqueira da Cidreira
- Restaurante A Moagem
- Restaurante Marisqueira Plataforma-De Celeste Russa
- Restaurante Casa das Marquinhas
- Restaurante Casa dos Frangos







domingo, 11 de abril de 2010

Douro - Vila Nova de Foz Côa

Restaurantes:

- Restaurante O Bruiço

-Restaurante O Machadinha

-Restaurante O Volante

- Restaurante Quintela

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Douro - Vila Nova de Foz Côa


Vila Nova de Foz Côa é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito da Guarda, com cerca de 3 300 habitantes. Foz Côa, Meda e Pinhel compartem vestígios de arte rupestre do Vale do Coa/Parque Arqueológico.
É sede de um município com 395,88 km² de área e 8 494 habitantes, subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Carrazeda de Ansiães e Torre de Moncorvo, a nordeste por Freixo de Espada à Cinta, a sueste por Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel, a sul por Meda e a oeste por Penedono e São João da Pesqueira.


Uma das suas freguesias, Almendra, de origem anterior ao povoamento romano, recebeu o primeiro foral em 1202. O seu nome deriva, provavelmente, de amêndoa, sendo os campos de amendoeiras uma das principais atracções da região. A terra conserva alguns monumentos de valor, como a Igreja Matriz, um templo-fortaleza, alguns solares, um pelourinho do século XVI e a Casa da Câmara. De referência obrigatória são também as Ruínas da Calábria, um povoado antigo fundado entre os séculos III e II a C.

Nesta cidade os miradores são de extrema relevância turistica visto que é de todos eles se avista o Rio Douro, ou o "Doiro", na acepção popular preferida de Torga. E ainda que de todos se aviste também o Vale do Côa, é no miradouro de S. Grabriel que se domina o Rio das gravuras rupestres. De todos estes magníficos espaços, que o silêncio habita, se desfrutam os mais largos panoramas - e tão largos que de quase todos podemos abarcar a totalidade da paisagem se os nossos olhos a percorrerem num movimento de 360 graus.
Qual estrela hexagonal, a "Rota dos Miradouros de Foz Côa" dispõe de bons acessos até aos locais e é constituida por seis esplendorosos lugares - o Miradouro de Nª Senhora do Viso (Custóias), o Miradouro de Sta. Bárbara (Mós), o Miradouro de S. Martinho (Seixas), o Miradouro de S. Gabriel (Castelo Melhor), o Miradouro da Mata dos Carrascos (Santo Amaro) e o Miradouro do Arnozelo (Numão).

O Castelo Melhor foi erguido entre os séculos IX e X, no denominado "período Leonês". Visto de longe, parece uma coroa de rei plantada num cabeço da terra. A planta é quase circular, rodeando o cabeço onde se encontra implantado. Testemunha silenciosa de um passado milenar, a sua porta é em arco quebrado. No interior do castelo pode ser vista uma cisterna. Quando nele vier a ser feita uma prospecção arqueológica, que se justifica, é bem provável que ali se venham a encontrar diversas estruturas medievais enterradas, bem como uma necrópole tardo-medieval ao longo do pano interior da sua muralha. Impõe-se, por outro lado, por quanto se afigura, que se façam igualmente prospecções arqeológicas na zona exterior envolvente.


O Castelo Velho trata-se de um lugar imponente, não apenas como "sítio arqueológico" mas também como miradouro.
Neste espaço têm decorrido campanhas sucessivas de escavação, que já permitiram estudar a existência de um povoado dos III e II milénios A.C. (Idades do Cobre e do Bronze). Na opinião dos arqueólogos Prof. Drª Suzana Jorge e Dr. António Sá Coixão, ali tanto poderia ter havido um povoado fortificado ou ser apenas um sítio monumentalizado, questões que os investigadores têm vindo a colocar, por enquanto sem uma explicação cabal quanto às funções de tão ancestral símbolo da presença humana na região.
A visita ao local acaba por ser premiada pela beleza e grandeza do panorama que dali se desfruta.

Em 960, o castelo de Numão pertencia, juntamente com outros, a D. Châmoa Rodrigues que o doou ao convento de Guimarães, através de sua tia, a Condessa Mumadona. Deve, entretanto, ter sido ocupado pelos mouros, pois, segundo alguns, Numão terá sido reconquistado por Fernando I, o Magno, de Leão, em 1055.
A sua planta é de configuração irregular e quase não apresenta ameias; possui três portas (a do Poente, a do Arco e a de S. Pedro), torre de menagem e mais quatro torres.
O castelo primitivo deve ter sofrido bastante nas lutas com os mouros, levando a que nele se realizassem obras de melhoramento, em 1189, no reinado de D. Sancho I. Vestígio ainda dessa época - século XII - é um Cristo de bronze esmaltado, de Limoges, que pode ser apreciado em Numão e testemunhará a presença de cruzados franceses nas lutas contra o Islão.
A Igreja de Santa Maria, construída dentro do castelo e hoje em ruínas, apesar de tantas adulterações sofridas ao longo dos tempos, mostra bem a sua traça românica.
Extra-muros existe uma Necrópole com sepulturas cavadas na rocha, junto às ruínas da antiga Capela (ou igreja) de S. Pedro.
É monumento nacional, conforme Decreto-Lei de 16/6/1910.



















Ao nome de Foz Côa anda hoje associada a descoberta, nos vales dos rios Côa e Douro, de um elevado número de gravuras rupestres do Paleolítico Superior.

É verdade que as gravuras sempre foram vistas pelos pastores e pelos moleiros, deixando alguns destes as suas próprias criações ao lado dos que os antecederam em cerca de duzentos séculos ou mais. E verdade é também que o fozcoense Dr. José Silvério de Andrade, que foi médico, escritor e presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, já nos anos 30 dava notícias de algumas gravuras, que descobrira, ao conceituado Abade de Baçal, através de um seu artigo num jornal de Mirandela.
Foi no entanto o Dr. Nelson Rebanda o arqueólogo que, em 1995, ligou o seu nome à descoberta oficial de tais achados, na sequência dos trabalhos que lhe haviam sido incumbidos pela EDP, concessionária da barragem entretanto em construção no Côa. A este arqueólogo, no meio de acesa discussão pública, vieram juntar-se, entre outros, Mila Simões de Abreu, António Martinho Baptista, Mário Varela Gomes e João Zilhão.
Em Outubro de 1995 diversos "sítios" entretanto identificados ao longo de 17 quilómetros, recebia a classificação de monumento nacional. Segundo os entendidos, ali se encontrava o maior museu ao ar livre do Paleolítico, de todo o mundo. E a importância de tais achados chegou depois ao conhecimento da UNESCO, que não demorou a considerá-los Património Cultural da Humanidade.

A gestão das visitas às gravuras é feita pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), sediado em Vila Nova de Foz Côa, junto do qual devem ser feitas as respectivas inscrições para o efeito. A visita requer uma marcação prévia. Não obstante os variados "sítios" com gravuras, encontram-se organizadas as visitas aos núcleos da Canada do Inferno (a partir de Vila Nova de Foz Côa), Penascosa (a partir de Castelo Melhor) e Ribeira dos Piscos (a partir de Muxagata).

Património Arquitectónico e Arqueológico

Se há Municípios com um grande acervo de valores patrimoniais, o de Vila Nova de Foz Côa está entre os primeiros. E se quisermos fazer um pormenorizado inventário do seu património arquitectónico e arqueológico, muitas páginas seriam necessárias. Trata-se de um Concelho formado por vários outros antigos concelhos, a que a Reforma Liberal veio dar a sua actual configuração. Por tal via, a extraordinária monumentalidade dos concelhos extintos agregou-se à da sede do concelho-nuclear - Vila Nova de Foz Côa -, constituindo um conjunto notoriamente invulgar.
No caso das terras de Foz Côa, que estas possuem, na sua área, os mais raros testemunhos do passado, que têm merecido aprofundados estudos pelos mais distintos arqueólogos, desde as centenas de gravuras rupestres aos lugares onde tem sido possível documentar a multi-secular presença humana. Encontram-se, por exemplo, neste Concelho, já descobertos e classificados, cerca de 195 "sítios" de interesse arqueológico (v. "Carta Arqueológica do Concelho de Vila Nova de Foz Côa", de António N. S. Coixão - 2ª edição, da CM - 2000).
Castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares, pontes e estradas romanas, fazem só por si uma relação que dignifica qualquer concelho.

domingo, 4 de abril de 2010

Agora Douro

Sugeri algumas cidades de Porugal na região turistica do Norte para visitar.

Não consegui mencionar todas visto que todas têm caracteristicas únicas e de uma beleza especial, mas também quero falar de outras regiões de Portugal..

Vamos então à região do Douro...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Norte - Porto

O Porto é um município português no Norte do país e que tem 41,66 km² de área onde residem 216 080 habitantes (Portuenses). Esta cidade é conhecida como a Cidade Invicta, e foi esta que deu o nome a Portugal, visto de que desde muito cedo (200 a.C.), quando se chamava de Portus Cale, depois tornando-se a capital do Condado Portucalense/Condado de Portucale (origem do nome Portugal). Esta cidade tem também características mundialmente reconhecidas: o seu vinho, o seu centro histórico (catologado pela UNESCO como Património Mundial) e pelo seu Clube de Futebol – Futebol Clube do Porto.
As suas origens começam num povoado pré-romano, chamando-se Cale ou Portus Cale.Em 1111, D.Teresa, mãe do futuro primeiro rei de Portugal, concedeu ao bispo D.Hugo o couto do Porto. Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o facto de o Porto ser também conhecido por "cidade da Virgem", epítetos a que se devem juntar os de "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta", que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos valorosos dos seus habitantes, e que foram ratificados por decreto de D.
Maria II de Portugal. Esta cidade foi, também, o berço do infante D.Henrique, o navegador.



Curiosidade: a alcunha de “tripeiros” aos naturais do Porto devem-se aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação – prato muito conhecido e solicitado nesta cidade.

Desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do liberalismo nas batalhas do século XIX. Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante a guerra civil de 1832-34 e os feitos valerosos cometidos pelos seus habitantes — o famoso Cerco do Porto — valeram-lhe mesmo a atribuição, pela rainha D. Maria II, do título — único entre as demais cidades de Portugal — de Invicta Cidade do Porto (ainda hoje presente no listel das suas armas).

A Torre dos Clérigos, considerado por muitos o ex libris da cidade do Porto, esta torre sineira faz parte da igreja com o mesmo nome, construída entre 1754 e 1763, a partir de um projecto de Nicolau Nasoni. Foi mandada erigir por D. Jerónimo de Távora Noronha Leme e Sernache, a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres. O seu arquitecto, Nicolau Nasoni, contribiu durante muitos anos para a construção da grande torre dos clérgicos sem receber nada em troca e só alguns anos depois isso aconteceu. Está classificada pelo IPPAR como Monumento Nacional desde 1910.





A Fundação de Serralves está localizada no Parque de Serralves na cidade do Porto, em Portugal, onde está instalado o Museu de Arte Contemporânea de Serralves e a Casa de Serralves. Esta fundação foi criada em 1989, resultante de uma parcerua entre o Governo Portugues, instituições públicas e privadas e particulares. Originalmente espaços de habitação, privados e exclusivos, a Casa e o Parque são a expressão do desejo e a realzação do sonho de Carlos Alberto Cabral (1895-1968), 2º Conde de Vizela.



A casa concluída em 1940, a Casa de Serralves foi mandada construir pelo segundo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral. Até à abertura do Museu de Arte Contemporânea, em 1999, a Casa de Serralves acolhia as exposições realizadas pela Fundação. O edifício, cujo projecto final é da autoria do arquitecto português Marques da Silva, é considerado um exemplo único da arquitectura Art Déco em Portugal.
O
Parque de Serralves resulta de processos de desenho de uma paisagem ao longo de mais de um século, constituindo uma unidade temporal e espacialmente complexa: vestígios de um jardim do século XIX, Quinta do Mata-Sete, Jardim da Casa de Serralves, paisagem do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. O projecto para o jardim da Casa de Serralves foi encomendado pelo Conde de Vizela ao arquitecto Jacques Gréber em 1932.



O Centro Histórico é Património da Humanidade, classificado pela UNESCO em 1996. O Centro Histórico do Porto é a área mais antiga da cidade do Porto, em Portugal. Corresponde ao tecido urbano marcado pelas origens medievais da cidade e inclui territórios situados nas freguesias da , de São Nicolau, da Vitória e de Miragaia. Apesar de toda a evolução e mutações que ao longo dos tempos se deram no Centro Histórico do Porto, ainda hoje a observação do conjunto urbano que se apoia no velho casco medieval proporciona uma imagem de coerência e de homogeneidade. Sugere imutabilidade e permanência no tempo, constituindo assim um exemplar único de uma paisagem urbana dotada de identidade, forte carácter e qualidade estética.



A Avenida dos Aliados é um importante arruamento na freguesia de Santo Ildefonso, na Baixa da cidade do Porto, em Portugal. Com a Praça da Liberdade e a Praça do General Humberto Delgado constitui um tecido urbano contínuo.
A imponência do seu conjunto arquitectónico e o seu carácter central fazem dela a "Sala de Visitas" da cidade, local por excelência onde os portuenses se concentram para celebrarem os momentos especiais. No topo sul da placa central está a Juventude, também conhecida como a Menina dos Aliados,
escultura de mármore de Henrique Moreira. Do lado esquerdo quem sobe, confinando com a Praça da Liberdade, localiza-se o edifício da antiga companhia de seguros "A Nacional", obra de Marques da Silva. De um e outro lado da avenida encontram-se diversos bancos: o Banco Espírito Santo. Ao cimo, onde se ergue o edifício da Câmara Municipal do Porto, a avenida dá lugar à Praça do General Humberto Delgado.





A Catedral (Sé) da cidade do Porto, situada no coração do centro histórico, é um dos seus principais e mais antigos monumentos. O início da sua construção data da primeira metade do século XII, e prolongou-se até ao princípio do século XIII. Esse primeiro edifício, em estilo românico, sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. D. João I, apoiante desta construção, casou-se com D. Filipa de Lencastre na Sé do Porto em 1387.




A Casa da Música é considerada a sala musical com melhor qualidade acústica do mundo. a Casa da Música é o primeiro edifício construído em Portugal exclusivamente dedicado à Música, seja no domínio da apresentação e fruição pública, seja no campo da formação artística e da criação. O projecto Casa da Música foi definido em 1999, como resultado de um concurso internacional de arquitectura que escolheu a solução apresentada por Rem Koolhaas - Office for Metropolitan Architecture.
A Casa da Música foi inaugurada na primavera de 2005, no dia 15 de Abril. É uma instituição que acolhe um projecto cultural inovador e abrangente e que assume a dinamização do meio musical nacional e internacional, nas mais variadas áreas, da clássica ao jazz, do fado à electrónica, da grande produção internacional aos projectos mais experimentais. Para além de concertos, recitais e performances, a Casa da Música promove encontros de músicos e musicólogos, investindo na procura das origens da música portuguesa e apostando fortemente no seu papel de elemento nuclear na educação musical.


A cidade do Porto possui diversos espaços culturais de referência na região e a nível nacional.



Pontes
A necessidade de haver uma travessia permanente entre as duas margens do Douro para circulação de pessoas e mercadorias, levou à construção da
Ponte das Barcas em 1806, anteriormente a travessia do rio fazia-se com recursos a barcos, jangadas, barcaças ou batelões. A ponte era constituída por 20 barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial. O aumento do tráfego exigiu a construção de uma ponte permanente o que levou à construção da Ponte pênsil em 1843, desmantelada anos mais tarde após a abertura da Ponte Luís I em 1886, a ponta mais antiga da cidade que permanece em actividade. Primitivamente servida como ligação rodoviária entre as zonas baixa e alta de Vila Nova de Gaia e do Porto e, de uma forma mais geral, entre o norte e o sul do país, durante largas décadas. A partir da segunda metade do século XX, no entanto, começou a revelar-se insuficiente para assegurar o trânsito automóvel entre as duas margens, tendo sido substituída por outras pontas e após adaptação passou a ser utilizada pelo Metro do Porto.



A Ponte Maria Pia, construída entre Janeiro de 1876 e 4 de Novembro de 1877 pela empresa de Gustave Eiffel, foi a primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do Douro. Dotada de uma só linha, o que obrigava à passagem de uma composição de cada vez, a uma velocidade que não podia ultrapassar os 20 km/h e com cargas limitadas, no último quartel do século XX tornou-se evidente que a ponte já não respondia de forma satisfatória às necessidades. O que levou a que fosse desactivada e substituída pela Ponte de São João em 1991.

A Foz é outra zona altamente turística, por muitos considerada a mais bela zona da cidade, onde se pode desfrutar da beleza do Oceano Atlântico conjugada com um belíssimo e romântico passeio marítimo. Hoje em dia, a cidade do Porto recebe mais de um milhão de turistas por ano, tendo-se tornado numa das cidades mais visitadas da Europa. Foi capital europeia da cultura em 2001 (Porto 2001) e acolheu vários jogos do Campeonato Europeu de Futebol de 2004, nomeadamente o jogo de abertura.




Gastronomia


Francesinha

Vários pratos da tradicional culinária portuguesa tiveram origem na cidade do Porto. O prato típico por excelência da cidade são as
Tripas à moda do Porto, prato histórico e que remonta à altura dos descobrimentos portugueses. O Bacalhau à Gomes de Sá é outro prato típico nascido no Porto e popular em Portugal. A francesinha é, da culinária recente, o prato mais famoso, e consiste numa sanduíche recheada com várias carnes (normalmente carne de vaca, linguiça, salsicha fresca e fiambre) e coberta com queijo e um molho especial (molho de francesinha).O célebre caldo verde, é também um prato portuense. A bebida que tem o nome da cidade é o vinho do Porto, é produzido na região vitivinícola do Alto Douro (a mais antiga região demarcada do mundo). O vinho do Porto é exportado internacionalmente a partir das caves que se situam na margem esquerda do rio Douro, em Vila Nova de Gaia.








O Porto conta com grandes clubes desportivos, sendo os principais o Futebol Clube do Porto e o Boavista Futebol Clube. Existem ainda numerosos clubes de menor dimensão, mas com função social de grande relevo. O Estádio do Dragão, da autoria do Arq. Manuel Salgado, é a casa do Futebol Clube do Porto. O estádio já esteve diversas vezes em revistas internacionais de arquitectura, onde fora fortemente elogiado. Outro ponto onde o Porto tem crescido notavelmente é no turismo e na oferta cultural.
A nível individual, a personalidade desportiva mais famosa natural da cidade Porto é a atleta
Rosa Mota, vencedora da medalha de ouro da maratona nos Jogos Olímpicos de Seul e de bronze nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.