
Vila Nova de Foz Côa é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito da Guarda, com cerca de 3 300 habitantes. Foz Côa, Meda e Pinhel compartem vestígios de arte rupestre do Vale do Coa/Parque Arqueológico.
É sede de um município com 395,88 km² de área e 8 494 habitantes, subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Carrazeda de Ansiães e Torre de Moncorvo, a nordeste por Freixo de Espada à Cinta, a sueste por Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel, a sul por Meda e a oeste por Penedono e São João da Pesqueira.
É sede de um município com 395,88 km² de área e 8 494 habitantes, subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Carrazeda de Ansiães e Torre de Moncorvo, a nordeste por Freixo de Espada à Cinta, a sueste por Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel, a sul por Meda e a oeste por Penedono e São João da Pesqueira.
Uma das suas freguesias, Almendra, de origem anterior ao povoamento romano, recebeu o primeiro foral em 1202. O seu nome deriva, provavelmente, de amêndoa, sendo os campos de amendoeiras uma das principais atracções da região. A terra conserva alguns monumentos de valor, como a Igreja Matriz, um templo-fortaleza, alguns solares, um pelourinho do século XVI e a Casa da Câmara. De referência obrigatória são também as Ruínas da Calábria, um povoado antigo fundado entre os séculos III e II a C.Nesta cidade os miradores são de extrema relevância turistica visto que é de todos eles se avista o Rio Douro, ou o "Doiro", na acepção popular preferida de Torga. E ainda que de todos se aviste também o Vale do Côa, é no miradouro de S. Grabriel que se domina o Rio das gravuras rupestres. De todos estes magníficos espaços, que o silêncio habita, se desfrutam os mais largos panoramas - e tão largos que de quase todos podemos abarcar a totalidade da paisagem se os nossos olhos a percorrerem num movimento de 360 graus.
Qual estrela hexagonal, a "Rota dos Miradouros de Foz Côa" dispõe de bons acessos até aos locais e é constituida por seis esplendorosos lugares - o Miradouro de Nª Senhora do Viso (Custóias), o Miradouro de Sta. Bárbara (Mós), o Miradouro de S. Martinho (Seixas), o Miradouro de S. Gabriel (Castelo Melhor), o Miradouro da Mata dos Carrascos (Santo Amaro) e o Miradouro do Arnozelo (Numão).
Qual estrela hexagonal, a "Rota dos Miradouros de Foz Côa" dispõe de bons acessos até aos locais e é constituida por seis esplendorosos lugares - o Miradouro de Nª Senhora do Viso (Custóias), o Miradouro de Sta. Bárbara (Mós), o Miradouro de S. Martinho (Seixas), o Miradouro de S. Gabriel (Castelo Melhor), o Miradouro da Mata dos Carrascos (Santo Amaro) e o Miradouro do Arnozelo (Numão).
O Castelo Melhor foi erguido entre os séculos IX e X, no denominado "período Leonês". Visto de longe, parece uma coroa de rei plantada num cabeço da terra. A planta é quase circular, rodeando o cabeço onde se encontra implantado. Testemunha silenciosa de um passado milenar, a sua porta é em arco quebrado. No interior do castelo pode ser vista uma cisterna. Quando nele vier a ser feita uma prospecção arqueológica, que se justifica, é bem provável que ali se venham a encontrar diversas estruturas medievais enterradas, bem como uma necrópole tardo-medieval ao longo do pano interior da sua muralha. Impõe-se, por outro lado, por quanto se afigura, que se façam igualmente prospecções arqeológicas na zona exterior envolvente.
O Castelo Velho trata-se de um lugar imponente, não apenas como "sítio arqueológico" mas também como miradouro.Neste espaço têm decorrido campanhas sucessivas de escavação, que já permitiram estudar a existência de um povoado dos III e II milénios A.C. (Idades do Cobre e do Bronze). Na opinião dos arqueólogos Prof. Drª Suzana Jorge e Dr. António Sá Coixão, ali tanto poderia ter havido um povoado fortificado ou ser apenas um sítio monumentalizado, questões que os investigadores têm vindo a colocar, por enquanto sem uma explicação cabal quanto às funções de tão ancestral símbolo da presença humana na região.
A visita ao local acaba por ser premiada pela beleza e grandeza do panorama que dali se desfruta.
Em 960, o castelo de Numão pertencia, juntamente com outros, a D. Châmoa Rodrigues que o doou ao convento de Guimarães, através de sua tia, a Condessa Mumadona. Deve, entretanto, ter sido ocupado pelos mouros, pois, segundo alguns, Numão terá sido reconquistado por Fernando I, o Magno, de Leão, em 1055.A sua planta é de configuração irregular e quase não apresenta ameias; possui três portas (a do Poente, a do Arco e a de S. Pedro), torre de menagem e mais quatro torres.
O castelo primitivo deve ter sofrido bastante nas lutas com os mouros, levando a que nele se realizassem obras de melhoramento, em 1189, no reinado de D. Sancho I. Vestígio ainda dessa época - século XII - é um Cristo de bronze esmaltado, de Limoges, que pode ser apreciado em Numão e testemunhará a presença de cruzados franceses nas lutas contra o Islão.
A Igreja de Santa Maria, construída dentro do castelo e hoje em ruínas, apesar de tantas adulterações sofridas ao longo dos tempos, mostra bem a sua traça românica.
Extra-muros existe uma Necrópole com sepulturas cavadas na rocha, junto às ruínas da antiga Capela (ou igreja) de S. Pedro.
É monumento nacional, conforme Decreto-Lei de 16/6/1910.
Ao nome de Foz Côa anda hoje associada a descoberta, nos vales dos rios Côa e Douro, de um elevado número de gravuras rupestres do Paleolítico Superior.
É verdade que as gravuras sempre foram vistas pelos pastores e pelos moleiros, deixando alguns destes as suas próprias criações ao lado dos que os antecederam em cerca de duzentos séculos ou mais. E verdade é também que o fozcoense Dr. José Silvério de Andrade, que foi médico, escritor e presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, já nos anos 30 dava notícias de algumas gravuras, que descobrira, ao conceituado Abade de Baçal, através de um seu artigo num jornal de Mirandela.
Foi no entanto o Dr. Nelson Rebanda o arqueólogo que, em 1995, ligou o seu nome à descoberta oficial de tais achados, na sequência dos trabalhos que lhe haviam sido incumbidos pela EDP, concessionária da barragem entretanto em construção no Côa. A este arqueólogo, no meio de acesa discussão pública, vieram juntar-se, entre outros, Mila Simões de Abreu, António Martinho Baptista, Mário Varela Gomes e João Zilhão.
Em Outubro de 1995 diversos "sítios" entretanto identificados ao longo de 17 quilómetros, recebia a classificação de monumento nacional. Segundo os entendidos, ali se encontrava o maior museu ao ar livre do Paleolítico, de todo o mundo. E a importância de tais achados chegou depois ao conhecimento da UNESCO, que não demorou a considerá-los Património Cultural da Humanidade.
A gestão das visitas às gravuras é feita pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), sediado em Vila Nova de Foz Côa, junto do qual devem ser feitas as respectivas inscrições para o efeito. A visita requer uma marcação prévia. Não obstante os variados "sítios" com gravuras, encontram-se organizadas as visitas aos núcleos da Canada do Inferno (a partir de Vila Nova de Foz Côa), Penascosa (a partir de Castelo Melhor) e Ribeira dos Piscos (a partir de Muxagata).
Património Arquitectónico e Arqueológico
Se há Municípios com um grande acervo de valores patrimoniais, o de Vila Nova de Foz Côa está entre os primeiros. E se quisermos fazer um pormenorizado inventário do seu património arquitectónico e arqueológico, muitas páginas seriam necessárias. Trata-se de um Concelho formado por vários outros antigos concelhos, a que a Reforma Liberal veio dar a sua actual configuração. Por tal via, a extraordinária monumentalidade dos concelhos extintos agregou-se à da sede do concelho-nuclear - Vila Nova de Foz Côa -, constituindo um conjunto notoriamente invulgar.
No caso das terras de Foz Côa, que estas possuem, na sua área, os mais raros testemunhos do passado, que têm merecido aprofundados estudos pelos mais distintos arqueólogos, desde as centenas de gravuras rupestres aos lugares onde tem sido possível documentar a multi-secular presença humana. Encontram-se, por exemplo, neste Concelho, já descobertos e classificados, cerca de 195 "sítios" de interesse arqueológico (v. "Carta Arqueológica do Concelho de Vila Nova de Foz Côa", de António N. S. Coixão - 2ª edição, da CM - 2000).
Castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares, pontes e estradas romanas, fazem só por si uma relação que dignifica qualquer concelho.


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